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sábado, 13 de junho de 2009


["City of Life and Death", 2009 de Chuan Lu]

terça-feira, 28 de abril de 2009

O amor fatal (II)



[Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004, de Michel Gondry]


[Brick, 2005, de Rian Johnson]


[The Fountain, 2006, de Darren Aronofsky]


[3-iron, 2004, de Kim Ki-duk]

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Hunger (2008)



Steve McQueen, artista plástico britânico (não confundir com o actor), encontra na história de um grupo de prisioneiros do estabelecimento prisional de Maze, a oportunidade de engressar pela primeira vez na realização. E de facto McQueen torna este Hunger (Fome), numa das mais emocionantes e dolorosas viagens cinematográficas dos últimos anos. Levando-nos a crer que esta não uma história vulgar, que esta não é uma realização qualquer, que estes actores sobretudo Michael Fassbender (no papel de Bobby Sands) dão o seu máximo para transformar Hunger num retrato inesquecível, num grito demasiado audível para nos ser indiferente.
É difícil não conseguir reagir a esta película que nos causa um constante desconforto mental, assim como algum enjoo (diga-se de passagem). Mas é exactamente na brutalidade e na crueza, que esta obra se desligue das suas demais contemporâneas.
Sabemos bem que já inúmeros filmes foram feitos acerca das cadeias, do quotidiano dos seus prisioneiros e da penosa realidade que estes enfrentam, mas é na forma como McQueen filma que se encontra a sua singulariade.



Inicialmente conhecemos Ray Lohan (Stuart Graham) um guarda, do já referido estabelecimento prisional. O rosto apagado e sua quietude parecem ser reflexo de uma mente transtornada pelo dia a dia, daquilo que vimos a conhecer - ser Maze. Um homem que se faz seguir pelos fantasmas e que, ainda sem se dar conta se divide em duas personalidades - do marido, filho, homem pacato de família, ao guarda violento que exerce a sua profissão. Pouco depois acompanhamos a entrada de Davey (Brian Milligan), o novo recluso, que logo se opõe à utilização da farda (própria para os presos). No entanto, este acaba por receber o mesmo tratamento dos outros prisioneiros e tal como os tais, pouco ao nada pode fazer. Na entrada na cela ele conhece Gerry (Liam McMahon) que leva a cabo o chamado "protesto da sujidade" ("Blanket and No-Wash Protest"). Mas, é apenas num já avançado tempo de filme, que conhecemos a personagem que encarna o seu expoente máximo, estou a falar, claro - de Bobby Sands. É numa ambiência de selvajaria extrema, de persistência e perturbação que nos surge o corpo agitado de Sands (mais à frente vimos também conhecer uma outra agitação do protagonista e, desta vez o corpo é só um meio para alcançar um fim que a mente exige).


Bobby Sands era um activista da IRA (Irish Republican Army), que com apenas 27 anos foi condenado a 14 anos de prisão pelo crime de posse de armas. Em 1981 dá inicio a uma greve de fome que tem como objectivo o melhoramento as condições dos prisioneiros políticos (do seu estatuto e direito).

Hunger
perpetua um silêncio, um silêncio emocional. De uma banda sonora, que ainda que existente quase não seja perceptível, McQueen acaba por extrair do "silêncio" a chave da magnificência da sua obra. É apartir de planos de detalhados de pormenor e força dramática, foque e desfoque, de uma montagem tanto ritmada - composta por curtos planos; quanto lenta - composta por planos longos, que o autor encontra o seu traço identitário. Com a excepção de um take único de cerca de 20 minutos, sem cortes, nem mudança de planos, onde acontece uma conversa entre Bobby Sands e um padre católico (Liam Cunningham). Nesse diálogo, de entre muitos outras coisas que ambos falam, Sands expõe ao padre as razões pelas quais esta determinado a levar a cabo uma greve de fome ("Hunger Strike"). Cada um é movido pelos seus ideais - em que para o padre a greve de fome é tida como o próprio suicídio, enquanto que para Sands - uma arma, que tem a força de um grito capaz de derrubar os mais fortes alicerces da instituição penal. Ele que está decidido a sacrificar o corpo em nome de uma causa maior do que a sua própria existência. É após o final desta conversa acompanhamos o homem, Bobby Sands, na sua viagem solitária sem regresso. Com alucinações, um penoso sofrimento, mas com mente sã que nunca desvia o olhar do seu principal objectivo.
Uma obra que tem tanto de singela quanto de amadurecida - em que Steve McQueen se revela mais do que capaz de adoptar uma pura visão da realidade, que apenas o cinema europeu no seu melhor nos pode dar. Fazendo-se também acompanhar por uma equipa de extraordinários actores, entre os quais se destaca Stuart Graham (o guarda) e a já referida visceral interpretação de Michael Fassbender (Bobby Sands).
Com toda a certeza um filme para contemplar, dos poucos do género (felizmente) que se fazem hoje em dia. Hunger será para guardar carinhosamente na memória.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O amor fatal




[Heaven, 2002, de Tom Tykwer]

- O Paraíso -
Phillippa (Cate Blanchett) é uma professora de Inglês, a viver em Turim, que pretende vingar a morte do marido. Para isso ela planeia matar um homem, colocando uma bomba feita por si no seu escritório. Mas nada corre como planeado e quatro inocentes, entre eles duas crianças, morrem. Phillippa é rapidamente capturada pela polícia local e colocada sob interrogatório. Entre os policias esta um jovem italiano, (Giovanni Ribis), que para além de acreditar piamente na história da detida, ainda desenvolve uma paixão secreta por ela. Paixão que o levará a abandonar a carreira e a vida que teve até então.
Heaven é baseado na inacabada trilogia Heaven, Hell and Purgatory escrita por Krzysztof Kieslowski.
Do mesmo realizador de Lola rennt (Corre Lola Corre) e mais recentemente Perfume: The story of a murderer (O Perfume).


[Gegen die Wand, 2004, de Fatih Akin]

- Head On -
Sibel (sibel kekilli) encontra finalmente o homem que desejava, ele não é propriamente um modelo de marido, mas tem o único requisito que ela procurava: é Turco. Cahit (birol ünel) apesar de se manter relutante inicialmente, acaba por ceder, casando com a Sibel. Apesar de se tratar de um casamento arranjado por ambos, sem amor, nem qualquer tipo de cumplicidade, de uma relação que parece estar condenada a dois corpos que coabitam no mesmo espaço como amigos ou até mesmo como irmãos, Head On acaba por contar uma invulgar história de amor, cujo destino agridoce se encaminha para a distância física, mas para a união espiritual, numa das mais deslumbrantes e adversas viagens sobre o amor.
Do mesmo realizador do admirável
" Auf der anderen Seite"(Do Outro Lado).


[Krótki Film o Milosci, 1988, de Krzysztof Kieslowski]

- Não Amarás -
Tomek (Olaf Lubaszenko) é um jovem de 19 anos Polaco que desenvolve uma obcessão pela vizinha, Magda (Grazyna Szapolowska), que observa todas as noites apartir de uma luneta, da janela do seu quarto. A mulher mais velha, madura, com uma vida sexual activa, acaba por suscitar cada vez mais a atenção do jovem, que ainda que tímido tenta alguma oproximação - desde enviar avisos falsos da agência de correios onde trabalha, passando por fazer entregas de leite na sua zona, até tentar estabelecer algum contacto visual ou diálogo. Mas, é quando finalmente consegue chamar atenção que as coisas tomam porporções inimagináveis...
Este é o capítulo seis da série Decálogo do realizador Polaco, que consiste numa versão comtemporânea dos mandamentos bíblicos. Não Amarás é um retrato ímpar, de um dos mais importantes realizadores europeus do século passado.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Ninguém é perfeito para sempre"

O Tempo Segundo David Fincher



Ninguém tem tal controlo do tempo, um tal controlo das imagens e da sua poética. Ninguém encarna tão realisticamente o pavor da vida e o pavor da morte. O tempo que se reveste de todos os seus habituais fenómenos. Para o extermínio do tempo, apenas há uma solução: a morte.

Talvez: os melhores do 2008

Depois de em 2008 ter exposto tão tardiamente as minhas preferências cinematográficas referentes ao ano anterior. Agora e definitivamente trago os filmes de que mais gostei em 2008.

O silêncio



[Wings of Desire - de Wim Wenders (1987)]

"And stay all night with me
/ You won't find a girl in this damn world / That will compare with me"

Henry Lee
Nick Cave & P.J Harvey

Há coisas que nos matam... E numa altura em que deveria estar a contaminar um pedaço de papel com o meu modesto comentário acerca do último filme do Fincher ou, simplesmente a correr até à sala de cinema para assistir ao "Changeling" (de Clint Eastwood), estou aqui para falar - sei lá do quê. Após um longo tempo a recear não ter o que escrever, após uma noite mal dormida, e uma má disposição matinal, após um "parar para pensar" (sem resultado algum). Após umas entrelinhas acerca da vida dos anjos e a sua assexualidade, após um terrível silêncio - (reparo) que tudo começará de novo...
Tomara que a noite tivesse corrido bem, que tivesse dormido e talvez tido um sonho feliz (ainda que frustrante), que não tivesse ficado indisposta, que tivesse fumado um cigarro e não tivesse "parado para pensar". Tomara que conseguísse ignorar a sexualidade dos anjos ou conseguísse escrever algo interessante. Tomara que usufruísse de uma boa leitura e deixa-se de perder tanto tempo comigo e com os "meus assuntos", ou dito de outra forma: deixa-se de perder demasiado tempo com as "minhas paixões". Tomara que deixa-se de ter tanta esperança e abandonasse as causas perdidas. Mas tomara, sobretudo que aquele silêncio nunca tivesse acontecido.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Bela como sempre...


[Cate Blanchett - Daisy]

No ano em que comemora 40 anos de idade, estreia em Portugal "The Curious Case of Benjamin Button."
Com toda a certeza mais uma interpretção memorável, daquela que é e será sempre a minha actriz favorita.

domingo, 28 de dezembro de 2008

WALL•E


A Disney Pixar regressa em grande com um dos melhores do ano.

O seu tempo é infinito, assim como a sua dedicação e vontade. WALL•E cumpre a tarefa para a qual foi construído, reunir e compactar o lixo abandonado pelos humanos.

A paisagem adquire uma aparência apocalíptica. Entre os prédios erguem-se montanhas de detritos, consequência de uma sociedade munida pelo consumismo e comodidade. Há muito que os humanos abandonaram a Terra, optando viver no espaço. Para trás (acidentalmente) ficou um pequeno robô, WALL•E, que após tanto tempo em plena solidão adquire certas características: uma queda pelo coleccionismo, pela reunião de objectos do quotidiano humano entre eles; isqueiros, colheres, bonecos, uma cassete do musical "Hello Dolly" que assiste regularmente, assim como uma personalidade extremamente curiosa e divertida.

WALL•E leva uma vida pacata, até o dia em que recebe uma visita inesperada, seu nome é EVE e a sua missão é confiscar o planeta em busca de vida vegetal. Mas o que era eventualmente uma visita de rotina vem a tornar-se uma verdadeira aventura... Em que os seus heróis prometem desafiar as leis da gravidade para conseguírem alcançar os seus objectivos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Blindness


Depois de vários anos a recusar-se vender os direitos do livro "Ensaio Sobre a Cegueira" - José Saramago rende-se finalmente aos encantos do aclamado realizador brasileiro - Fernando Meireles (" Cidade de Deus", "Fiel e Jardineiro").

Desde logo, tornou-se evidente que adaptar o prémio Nobel português da literatura, ao cinema, não iria ser tarefa fácil - tanto pela complexidade das suas personagens como também pela sua relação com o espaço, enquanto invisuais. Para isso destaca-se a fotografia de César Charlone que cumpre convenientemente a sua missão, exprimindo um grande cuidado em invocar a cegueira a partir da luz e dos planos, onde prevalecem as imagens queimadas, esbatidas e até desfocadas, as cores frias e muitas vezes uma abstracção dos elementos. Numa ou noutra cena as personagens parecem flutuar num "mar de leite" tal e qual como é descrito no livro.


O melhor: a interpretação de Julianne Moore e a fotografia de César Charlone (" Cidade de Deus" e "Fiel e Jardineiro").

O primeiro ser humano é atingido por uma misteriosa cegueira branca - vírus que rapidamente se propaga atingido muitos outros habitantes da cidade. Para lhe fazer frente, e visto o total desconhecimento, o Governo coloca os infectados de quarentena num velho hospital psiquiátrico. E o tempo passa... a chegada de cada vez mais doentes e a falta de alimento faz com que alguns dos demais infectados comecem a tirar o seu próprio partido. Largados ao abandono os sobreviventes terão de lutar.

Blindness
retrata personagens sem nome, num lugar desconhecido, num tempo indefinido. Retrata aqueles que perderam subitamente a visão, e uma mulher (Julianne Moore) que carrega consigo o fardo de ser a única que permanece ilesa à cegueira. Não se pode dizer que Moore seja a protagonista, porém à que admitir que nela recai toda a fonte de riqueza dramática da trama - além de ser nitidamente a personalidade mais explorada. Pena é, que outros não tenham tido o mesmo grau de atenção, como no caso de Danny Glover que se assume a certa altura como narrador, mas que pouco nos diz como personagem interveniente na história. Além disso Blindness peca também pela banda sonora que nada acrescenta as imagens - que transmite muito pouca emoção.
Globalmente as mulheres destaca-se, arrebatando-nos com momentos de plena beleza e serenidade, incorporando a força e a coragem num cenário atroz. Elas têm o dom de conseguir mudar o rumo da história.

A Cegueira é a metáfora utilizada para caracterizar o mundo onde vivemos, concretizando o fenómeno do homem de se encontrar permanentemente cego. Posso concluir que Blindness não consegue ser tão bom como "Cidade de Deus" ou "Fiel e Jardineiro", mas sem dúvida que este não lhe ficará indiferente.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Nos futuros dias de fantas...


Che de Steven Soderbergh será o filme de abertura do próximo Fantasporto.
Também The Good, the Bad, the Weird de Kim Ji-woon já faz parte do cartaz.
Espero com alguma impaciência que outros grandes filmes sejam anunciados pelo site oficial.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

[L'Avventura - Michelangelo Antonioni]

sábado, 18 de outubro de 2008

Sergio Leone Vs Ji-woon Kim


"The Good, The Bad, and The Ugly" De Sergio Leone, 1967


"The Good, The Bad, The Weird" De Ji-woon Kim, 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Das Leben der Anderen


A Vida dos Outros
está nas suas mãos.


Por vezes quando se assiste a um bom exemplar da sétima arte é nos evidente, a razão pela qual sentimos tanta simpatia por esta arte e não por outra. É como se fôssemos alimentados pelas imagens, pelos sons e por vezes mais alimentados ainda pelo silencio. Depois, a memória obriga-nos a perder muita informação, muitas imagens, muitos sons... até restar apenas um pedaço daquilo que foi inicialmente ou, até não nos restar mais nada. Mas quando, para além das imagens e dos sons somos alimentados pelo prazer, aí, nessa altura nunca mais nos esquecê-mos.
"Porquê?" - é a questão essencial, a rainha das questões, a principal, a primeira, a indiscutível, a justa e justificável... o "Porquê", é algo tão importante para aquele que tem objectivos como o próprio ar que respira. E "A vida dos outros" fala disso mesmo, de alguém que mudou drasticamente "porque" numa determinada altura da sua vida compreendeu - que os objectivos dos outros eram bem mais importantes que os seus. Sentiu que deveria fazer alguma coisa pelo simples facto de achar que aquele - era o caminho. De certa forma, foi a única maneira de Wiesler encontrar a sua paz de espírito e apesar de ter de enfrentar as consequências dessa escolha, ele sabia que tinha feito a escolha certa - e tornou-se mais feliz por isso. Ele sacrificou os seu futuro promissor pela vida de duas pessoas que mal conhecia, pela vida dos "outros". Ele afeiçoou-se aos objectivos dos outros e fez deles seus também.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Hot Fuzz


Nicholas Angel é um exemplar policia londrino, transferido para a esquadra da pacata vila de Sandford. Mas o que era eventualmente um lugar seguro, vem a tornar-se um desfio para a carreira e para a sanidade mental do policia em questão.

Rir a bom rir, numa paródia policial... absolutamente brilhante.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Os melhores de 2007

de David Fincher

de David Lynch

de Cristian Mungiu

de William Friedkin

de Christophe Honoré

de David Cronenberg

Nota: Não estão por ordem de gostos, pois se assim fosse a escolha tornar-se-ia ainda mais difícil. Para quem ainda não os viu, são filmes que eu recomendo. Dois deles, o Dans Paris e Bug aparecem muitas vezes como filmes de 2006, e são realmente, contudo estrearam nas salas portuguesas no ano de 2007.
Bem... para quem gosta de cartazes, tal como eu, está aqui um excelente site: Movie Poster Awards

domingo, 18 de maio de 2008

28 anos depois...

Foi no dia 18, do mês de Maio (tal como hoje) que Ian Curtis há 28 anos cometeu o suicídio. Na noite anterior havia pedido à mulher que o deixa-se sozinho em casa. Fumou cigarros, esvaziou uma garrafa de whisky, pós a girar o vinil “The Idiot” de Iggy Pop, viu televisão, o filme “Stroszek” de Werner Herzog e escreveu uma carta em que a segunda frase era: “Já não aguento mais.”

Especula-se, ainda hoje a causa de tão prematura morte. Era o génio por detrás da banda, que ele mesmo escolheu o nome: Joy Divion. E ainda que uma pessoa tão próxima dele, como a mulher, tenha escrito um livro ("Touching from a Distance"), a verdadeira figura de Ian Curtis permanece uma incógnita.


Control (2007)


Um dos filmes mais esperados de 2007, sendo a primeira longa-metragem realizada pelo fotógrafo holandês Anton Corbijn.

O filme começa na adolescência de Curtis e termina com a sua fatídica morte, na véspera de uma digressão aos Estados Unidos, que iria catapultar a banda para o sucesso mundial. Ainda que filme siga com fidelidade os traços biográficos da vida de Curtis, não consegue em muitos dos casos arrebatar o espectador com momentos de tensão, arrepiantes, como seria de esperar. Sinceramente fiquei mais impressionada com algumas coisas que li antes de entrar na sala de cinema, do que propriamente quando lá entrei. Não quero com isto dizer que Corbijn não faz um bom trabalho, muito pelo contrário, ele esmera-se numa fotografia realmente excepcional (preto e branco) e consegue também encontrar um excelente actor para o papel central do filme - Sam Riley. Mas isso não é prova suficiente. A vida de Curtis tinha muito mais para dar, a sua personalidade era bem mais complexa do que aquilo que se vê na tela. Digamos que Corbijn tinha o texto e as imagens, mas não tinha a alma.


São os sonhos, os demónios, a música, os amores e a morte… são as questões existenciais que atormentam a vida de um jovem, é a doença que o acompanha num dado momento da sua vida, a relação com outra mulher e a sua perícia como compositor. Talvez Curtis tenha pensado que já não conseguia produzir/igualar tudo o que fez até à data, por isso desejou pôr fim à sua vida. Tinha 23 anos e estava no auge da sua carreira.

Galeria de Imagens


domingo, 20 de abril de 2008

O regresso de Coppola


“Youth Without Youth - Uma Segunda Juventude” estreou dia 10 de Abril nas salas portuguesas e representa o regresso de Francis Ford Coppola à realização (depois de “Poder da Justiça” em 1997). Baseado no conto homónimo do escritor Romeno Mircea Eliade, conta com Tim Roth, Alexandra Maria Loura e Bruno Ganz nos principais papéis.