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sábado, 13 de junho de 2009

Billy Bat



A nova manga de Naoki Urasawa e Nagasaki Takashi é uma espécie de BD dentro da BD. Billy Bat conta-nos a história do seu ilustrador, o nipo-americano Kevin Yamagata, autor das aventuras de um famoso morcego/detective que investiga esposas infiéis.

O quotidiano do autor Kevin Yamagata é abruptamente alterado quando dois investigadores do FBI utilizam o seu estúdio para investigar um vizinho acusado de simpatizante de comunismo. Um dos investigadores revela-se fã das aventuras do morcego Billy Bat, enquanto que outro afirma que a personagem lhe é familiar, acusando Yamagata se ter inspirado numa antiga comic Japonesa. Este comentário leva Yamagata a regressar à terra natal - o Japão, que está a sofrer fortes reviravoltas devido à ocupação americana. Para acentuar a instabilidade desses tempos, os autores inspira-se em acontecimentos reais, num Japão que ainda sofre os recentes impactos da segunda grande guerra. A série Billy Bat também é parcialmente inspirada no livro do Inglês David Peace - denominado de Tokyo Year Zero (que estou actualmente a ler e a adorar). Mais informações pode sempre consultar o blog: The eastern edge que publicou uma entrevista traduzida a Urasawa e do co-autor Nagasaki Takashi acerca desta matéria.

domingo, 8 de março de 2009



do mestre... Pluto de Naoki Urasawa (simplesmente extraordinário!)

Antes que me esqueça, de que de vez enquanto tenho que escrever para sacudir a alma - para não permitir que esta adormeça para sempre.
Tenho andado meia confusa ultimamente, e para variar, tenho continuado a escrever acerca disso.

Não sei... se tive a sorte de ver os filmes certos ou se alguma vez terei a sorte de ler o livros certos. Se é que existem mesmo coisas, ou pessoas certas para cada um de nós. Mas a verdade é que, nada é eterno, nada é permanentemente, permanente... e não é que isso me chateie, muito pelo contrario, aborrecido seria se tudo continuasse sempre na mesma forma.
A minha atitude cinéfila/critica também tem baixado um pouco a guarda. Daquilo que tenho ando a ler destaco: O Anticristo, de Nietzsche, Pluto, de Naoki Urasawa e Vagabond, de Takehiko Inoue. De resto, e estranhamente há mais de duas semanas que não vejo um único filme. Talvez pelo facto de ter andado a ingerir doses muito elevadas de Lost, a série que anda na boca do povo, mas que eu ainda não tinha tido a oportunidade de ver. De resto vou dando noticias...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sanctuary

De Ryoichi Ikegami & Sho Fumimura


Sanctuary é a manga escrita por Sho Fumimura e ilustrada por Ryoichi Ikegami, publicada no Japão pela Big Comic Superior entre 1990 e 1995. Posteriormente já foi lançado por outras editoras, tendo cada uma delas dividido a história de formas diferentes o que resulta na variação do numero de capítulos e de volumes.
Na altura, assim como ainda hoje a manga fez enorme sucesso no publico adulto, pela sua arte arrojada parecendo reflectir uma América em plena década de 60. Sanctuary tem uma história "atraente" na medida em que mistura conspiração politica com um thriller policial, e na forma como explora convenientemente as suas personagens - mantendo o suspense sempre no ponto certo. Cada um dos seus capítulos termina com um momento de tenção, obrigando assim o leitor a não descolar os olhos do papel.
Diria ainda, que o grande forte desta manga é deter duas personalidades extremamente fortes em lugares de destaque - realçando assim as diferenças entre os seus dois protagonistas.


(da esquerda para a direira) Akira Hojo e Chiaki Asami

Akira Hojo e Chiaki Asami atravessaram juntos durante a infância a guerra no Cambodja. Lutaram sempre pela união - sentimento que os acompanhou até ao momento em que se tornaram adultos, ou mesmo até, à altura em que regressaram ao Japão, sua terra Natal, e decidiram que juntos iriam mudar o país. Era evidente para ambos, que haviam regressado a um país de pessoas acomodadas que nada se preocupavam com o futuro. No poder, homens enriqueciam tomando partido de todas as regalias que as suas posições lhes traziam, impedindo desta feita que outros mais jovens e ambiciosos tomassem a rédeas do poder. Hojo e Asami estão decididos a mudar o Japão consagrando-o o seu Santuário particular. Para isso eles tomaram direcções opostas: Hojo torna-se um Yakuza, enquanto que Asami um secretário particular politico. Mantendo-se distantes e ao mesmo tempo tenebrosamente unidos eles embarcam na conquista do Japão.

É notório que Sanctuary recebeu fortes influencias cinematográficas - nomeadamente de filmes de Sergio Leone (de máfia, Gângsters, etc), com exemplo de Once Upon a Time in America. Também fortemente influenciado pela trilogia de Mad Max e aínda pelos filmes de Bruce Lee. São inúmeras as influencia que Sanctuary recebeu do género Film noir, porém teve potencial para chegar aínda mais longe na forma de como retrata o crime organizado no Japão. Tal como O Túmulo dos Pirilampos de Isao Takahaka, Sanctuary também se revela como um grito anti- guerra - visto que se alia às crianças para elevar mais esta problemática. O sexo aqui acaba por ter um lugar de destaque, felizmente nunca é usado tão abusivamente como aconteceu em Crying Freeman (de Ryoichi Ikegami). Com o traço inconfundível de Ikegami é difícil não ficar hipnotizado ao primeiro olhar.
São os amores, os medos, a luta, a coragem, a raiva, a união... todos os ingrediente estão misturados. Sem dúvida algo a não perder.



sábado, 31 de janeiro de 2009

Do mestre



[Monster, de Naoki Urasawa (Volume 17 - I'm home)]